Em menos de duas horas após a Câmara dos Deputados derrubar o decreto que aumentava as alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), o Senado Federal também rejeitou a medida em votação simbólica. Os senadores aprovaram um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) que revoga oficialmente o dispositivo do governo.
A derrota em sequência impõe um desafio ao Planalto, que contava com os recursos gerados pelo aumento do imposto para reforçar o caixa em 2025. Com a decisão do Congresso, o governo precisará encontrar outras fontes de receita ou cortes para fechar a conta de R$ 20,5 bilhões prevista no orçamento. Até o momento, já houve o bloqueio de R$ 31,3 bilhões em despesas neste ano.
A votação no Senado foi conduzida pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que colocou o tema em pauta logo após a deliberação da Câmara. A rápida tramitação evidenciou a resistência do Legislativo à medida.
De acordo com o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), o decreto havia sido construído com base em um acordo entre o Executivo e os presidentes da Câmara e do Senado. A norma substituía uma medida anterior, já revogada, em resposta às pressões de parlamentares — o que torna a nova rejeição ainda mais significativa no cenário político.


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