A Polícia Federal abriu investigação para apurar um ataque cibernético contra a C&M Software, empresa que presta serviços tecnológicos a instituições financeiras. A ofensiva ocorreu na última terça, 1º, e resultou no desvio de recursos de contas reservas mantidas no Banco Central, usadas por bancos para atender exigências legais de liquidez.
De acordo com o Banco Central, a empresa foi orientada a suspender o acesso de instituições financeiras às suas infraestruturas logo após a detecção da invasão. Ainda não há estimativa oficial do montante desviado nem a lista de instituições afetadas. Segundo a C&M, os criminosos usaram credenciais vazadas – como logins e senhas – de seus próprios clientes para burlar os sistemas internos.
A empresa atua como ponte tecnológica entre instituições financeiras e o Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), especialmente em operações que envolvem o ecossistema do Pix. Embora o ataque não tenha atingido diretamente a plataforma de pagamentos instantâneos, houve relatos de interrupções momentâneas em transações Pix em algumas instituições na manhã desta quarta, 2.
A C&M informou, por meio de nota, que foi “vítima direta” da ação criminosa e que está colaborando com as investigações da Polícia Federal, do Banco Central e da Polícia Civil de São Paulo.


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