Em um dia marcado por incertezas no Brasil e no exterior, o dólar fechou em forte alta e a bolsa brasileira registrou mais uma queda, refletindo o clima de aversão ao risco entre os investidores.
O dólar comercial encerrou esta segunda, 14, cotado a R$ 5,584, com avanço de 0,65%. É o maior valor desde 5 de junho. A divisa chegou a operar estável pela manhã, mas ganhou força à tarde, após a abertura dos mercados norte-americanos. Na máxima do dia, bateu R$ 5,59.
Enquanto isso, o Ibovespa, principal índice da B3, caiu pela sexta sessão consecutiva e fechou em 135.299 pontos, recuo de 0,65%, no menor nível em 35 dias.
No cenário doméstico, investidores acompanham a expectativa em torno da audiência de conciliação no Supremo Tribunal Federal (STF) que vai tratar, nesta terça, 15, da validade do decreto que aumentou as alíquotas do IOF.
Já no panorama internacional, o mercado reagiu negativamente às novas ameaças do ex-presidente Donald Trump, que anunciou tarifas comerciais mais rígidas: 30% sobre produtos da União Europeia e do México a partir de 1º de agosto e possibilidade de tarifa de 50% sobre bens russos, caso Moscou não interrompa os ataques à Ucrânia.
A movimentação global impulsionou o dólar frente às moedas fortes, levando-o ao maior patamar em três semanas nas economias avançadas.


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