PM do Amazonas indicia quatro policiais por estupro de indígena presa por nove meses

Quatro policiais militares do Amazonas serão indiciados por envolvimento em um caso de estupro contra uma mulher indígena da etnia Kokama, de 29 anos, que permaneceu encarcerada durante nove meses em uma delegacia do município de Santo Antônio do Içá, no sudoeste do estado. A Polícia Militar confirmou que há evidências consistentes de que os abusos ocorreram durante o período de custódia da vítima.

A identidade da mulher está sendo mantida sob sigilo por razões de segurança. As investigações foram conduzidas por meio de um Inquérito Policial Militar (IPM), que está em fase final de conclusão. De acordo com a corporação, os elementos reunidos são suficientes para sustentar o indiciamento dos agentes, que agora passam a figurar formalmente como suspeitos no inquérito.

O caso deverá ser encaminhado ao Ministério Público do Amazonas, que irá analisar se há base legal para formalizar a denúncia na Justiça. Caso a promotoria aceite os indícios apresentados, os policiais poderão se tornar réus em processo criminal.

Paralelamente à investigação penal, os quatro militares também respondem a um processo administrativo disciplinar. Se condenados nesse âmbito, podem ser expulsos definitivamente da corporação.

Embora seus nomes não tenham sido divulgados, a Polícia Militar informou que os acusados foram afastados das funções operacionais e estão desempenhando atividades exclusivamente administrativas até a conclusão das investigações. Além disso, as armas de uso funcional foram recolhidas preventivamente.

O caso lança nova luz sobre a vulnerabilidade de mulheres indígenas em situações de encarceramento e reforça a urgência de ações estruturais para coibir abusos cometidos por agentes do Estado, especialmente em áreas remotas da Amazônia.

 

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