Rússia ataca estação de gás na Ucrânia e ameaça fornecimento europeu às vésperas do inverno

As tensões no setor energético europeu voltaram a se intensificar nesta quarta, 6, após um ataque russo atingir uma estação de bombeamento de gás na região de Odessa, sul da Ucrânia. A instalação, usada para importar gás natural liquefeito (GNL) dos Estados Unidos e do Azerbaijão, é considerada estratégica para os preparativos ucranianos antes da chegada do inverno rigoroso.

Segundo o presidente Volodymyr Zelenskiy, o bombardeio ocorreu na localidade de Novosilske, próxima à fronteira com a Romênia, onde opera o interconector de Orlovka,  principal ponto de entrada do gás que chega à Ucrânia via rota Transbalcânica. Zelenskiy classificou o ataque como um ato “cínico e deliberado” para sabotar o fornecimento energético durante o período de aquecimento.

O Ministério da Energia da Ucrânia confirmou que a estação atingida é fundamental na rede que liga os terminais de GNL da Grécia aos depósitos subterrâneos ucranianos. O local já havia sido utilizado para testes com gás oriundo do Azerbaijão e para recebimento de cargas dos EUA, demonstrando sua relevância geopolítica para a segurança energética do país e da Europa.

Embora os detalhes do ataque não tenham sido verificados de forma independente, a agência russa Tass informou que o Ministério da Defesa da Rússia reconheceu a ofensiva. Desde o início do ano, a Ucrânia tem sofrido com ataques sistemáticos a instalações de energia, o que reduziu drasticamente sua capacidade de produção e armazenamento de gás.

Em nota oficial, o governo ucraniano destacou que o bombardeio não teve apenas motivação militar, mas política. O objetivo, segundo Kiev, é minar parcerias internacionais e enfraquecer os laços com nações como os EUA, o Azerbaijão e membros da União Europeia, além de impactar diretamente o cotidiano da população ucraniana e o equilíbrio energético do continente.

 

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