O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou neste domingo, 10, que pretende concluir “com bastante rapidez” uma nova ofensiva militar na Faixa de Gaza. O anúncio ocorre enquanto o Conselho de Segurança da ONU debate novos apelos para conter o agravamento da crise humanitária no enclave palestino, marcada por dois anos de conflito e denúncias de violações de direitos humanos.
A declaração de Netanyahu veio dois dias após seu gabinete de segurança aprovar um plano contestado para assumir o controle da Cidade de Gaza. Segundo o premier, a operação mira dois últimos redutos do Hamas e busca libertar reféns israelenses. Ele justificou que a ação é inevitável diante da recusa do grupo palestino em depor as armas — exigência que, segundo o Hamas, só seria atendida com a criação de um Estado palestino independente.
O líder israelense afirmou que o objetivo não é ocupar Gaza, mas criar um “cinturão de segurança” junto à fronteira, garantindo áreas para onde a população civil possa ser deslocada antes do avanço militar. No entanto, líderes palestinos contestam a eficácia das chamadas “zonas seguras”, lembrando que no passado elas não impediram ataques israelenses.
A proposta também enfrenta resistências internas: o chefe militar de Israel alertou que uma ocupação ampla poderia prolongar o conflito, ameaçar a vida dos reféns e expor as tropas a uma guerra de guerrilha. No cenário diplomático, representantes europeus na ONU denunciaram que a fome já se espalha pelo território e alertaram que o plano de Netanyahu tende a agravar a crise humanitária.


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