O Banco de Brasília (BRB) está temporariamente impedido de concluir a aquisição do Banco Master. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT) determinou nesta quarta, 13, que a compra de 58% do Banco Master pelo BRB, avaliada em cerca de R$ 2 bilhões, só poderá ser finalizada após a manifestação da Câmara Legislativa do DF (CLDF). A exigência considera que o Governo do Distrito Federal é acionista majoritário do BRB e que a operação tem impacto direto no patrimônio público, exigindo controle legislativo.
Apesar do entrave, a operação avançou em outros campos. No dia 17 de junho, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou o negócio sem restrições, entendendo que a transação não representa riscos à concorrência bancária. Paralelamente, o Banco Central recebeu a documentação para análise técnica e jurídica, etapa que deve ser concluída nos próximos meses.
Nos bastidores, fontes ligadas ao mercado afirmam que o BRB já delineou os ativos que pretende incorporar do Banco Master, deixando de fora cerca de R$ 23 bilhões em operações consideradas de maior risco, como precatórios e fundos específicos. Essa estratégia busca reduzir riscos e acelerar a integração das operações.
Se obtiver o aval da CLDF e a autorização do Banco Central, o BRB deverá reforçar sua presença no mercado nacional, ampliando atuação em crédito consignado, câmbio e atendimento a grandes empresas, consolidando-se como um dos principais players do setor no Centro-Oeste.


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