Uma onda de incêndios florestais, impulsionada por ventos intensos e calor extremo, transformou a Espanha em um cenário de destruição nesta quarta, 13. Um bombeiro voluntário perdeu a vida enquanto combatia as chamas, e milhares de pessoas tiveram de abandonar suas casas diante do avanço incontrolável do fogo.
De acordo com os serviços de emergência regionais, ao menos seis grandes focos seguem ativos e fora de controle. “A situação dos incêndios continua grave. É essencial ter extrema cautela”, alertou o primeiro-ministro Pedro Sánchez em publicação nas redes sociais.
As estatísticas reforçam a gravidade: só em 2024, cerca de 99 mil hectares já foram consumidos pelo fogo no país. A agência meteorológica estatal (Aemet) prevê que a atual onda de calor — já com dez dias de duração — se estenda até a próxima segunda, 18, elevando ao máximo o risco de novos incêndios.
Morte em missão
A vítima fatal era um bombeiro voluntário de 35 anos, que tentava abrir uma barreira de contenção perto de Nogarejas, na região de Castela e Leão. Ele acabou cercado pelas chamas e não resistiu às queimaduras. O incêndio naquela área avança por duas frentes, alimentado por ventos fortes e tempestades previstas para os próximos dias.
Mais de 5 mil moradores já foram retirados da região. O foco agora é impedir que o fogo atinja povoados menores, mas as condições climáticas dificultam o trabalho.
A ministra do Meio Ambiente, Sara Aagesen, declarou à rádio SER que parte dos incêndios pode ter origem criminosa, embora ainda seja cedo para confirmar a quantidade de ocorrências intencionais.
No início da semana, outro incêndio matou um trabalhador de um estábulo de cavalos nos arredores de Madri e chegou a atingir residências e fazendas antes de ser controlado.
No noroeste do país, na Galícia, o cenário também é preocupante: seis focos ativos já afetam cerca de 10 mil hectares na província de Ourense. “A situação é complicada e o clima não ajuda”, afirmou o líder regional Alfonso Rueda.


Be the first to comment