Trump e Putin se reúnem no Alasca com pauta sobre Ucrânia e aceno para acordo nuclear

Em um encontro que mistura tensão e expectativa, Donald Trump e Vladimir Putin se reúnem nesta sexta, 15, no Alasca para discutir um possível cessar-fogo na Ucrânia. A reunião, marcada para uma base da Força Aérea dos tempos da Guerra Fria, também traz à mesa uma proposta de última hora do líder russo sobre um novo acordo de controle de armas nucleares.

O encontro é o primeiro presencial entre os dois desde o retorno de Trump à Casa Branca. A ausência do presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy, não convidado para a cúpula, gerou apreensão entre Kiev e aliados europeus, que temem pressões por concessões territoriais. Trump, que já prometeu encerrar o conflito em 24 horas, reconheceu que a guerra,  a maior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, é mais complexa do que imaginava.

Para Putin, a simples realização da reunião representa vitória diplomática, revertendo anos de tentativas de isolamento por parte do Ocidente. O presidente russo busca aliviar as sanções econômicas que afetam Moscou e vê em Trump a chance de abrir novas frentes de negociação, inclusive sem a presença da Ucrânia.

A Casa Branca informou que o encontro ocorrerá às 11h no horário local (16h em Brasília). Trump afirmou que, se houver avanço, pretende organizar rapidamente uma cúpula tripartite com Zelenskiy. Fontes ligadas ao Kremlin indicam que Moscou estaria mais flexível para discutir a guerra, embora mantenha sua posição estratégica em sigilo.

Um possível acordo nuclear também entrou no radar. Putin quer substituir o atual tratado de controle de armas, que expira em fevereiro do próximo ano, e Trump vê a pauta como oportunidade para fortalecer sua imagem internacional. Apesar do clima cauteloso, diplomatas avaliam que há espaço para convergência entre as potências.

 

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