Paquistão enfrenta tragédia com quase 400 mortos em cinco dias de chuvas de monção

As chuvas de monção voltaram a provocar devastação no Paquistão. Desde a última quinta, 14, ao menos 393 pessoas perderam a vida em consequência dos temporais, segundo autoridades locais. As equipes de resgate ainda trabalham para localizar dezenas de vítimas soterradas, enquanto novas precipitações seguem atingindo o país.

O maior número de mortes foi registrado na província montanhosa de Khyber-Pakhtunkhwa, na fronteira com o Afeganistão, onde 356 pessoas morreram em deslizamentos e inundações. O balanço representa um salto em relação ao informe anterior, que contabilizava 270 óbitos e cerca de 150 desaparecidos.

Desde o fim de junho, o país soma 706 vítimas fatais relacionadas ao período de monções, que deve se estender até meados de setembro. A temporada, marcada por ventos sazonais que trazem chuvas intensas, é uma das mais críticas dos últimos anos.

Autoridades e especialistas alertam que o Paquistão figura entre as nações mais vulneráveis a eventos climáticos extremos. A situação expõe novamente as fragilidades na infraestrutura e na preparação do país para lidar com desastres naturais de grande escala.

Em 2022, a força das monções deixou mais de 1.700 mortos e provocou prejuízos econômicos estimados em 30 bilhões de euros, demonstrando a gravidade cíclica do fenômeno climático na região.

 

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