O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), principal termômetro da inflação no país, mostrou um comportamento de forte pressão no início deste ano, mas já apresenta trajetória de desaceleração. Dados recentes apontam que a inflação acumulada em 12 meses alcançou o pico em fevereiro de 2025, chegando a 5,5%, e desde então vem caindo gradualmente, fechando agosto em torno de 4,5%.
O boletim Focus trouxe na sua última análise, gráfico com curva que indica que o choque inflacionário registrado entre o fim de 2024 e o início de 2025 foi temporário. A combinação de juros elevados, ajustes fiscais e normalização nas cadeias de abastecimento ajudou a conter o avanço dos preços a partir de março.
Juros podem começar a cair
Com a inflação em queda, o Banco Central ganha espaço para discutir cortes na taxa Selic. A expectativa do mercado é que os primeiros movimentos possam ocorrer no fim de 2025, embora de forma cautelosa, para evitar um novo repique inflacionário.
Consumo das famílias respira
Durante os meses de inflação mais alta, o poder de compra das famílias foi duramente impactado. Agora, com a desaceleração dos preços, há perspectiva de alívio no orçamento doméstico, ainda que o crédito permaneça caro enquanto os juros não recuam.
Governo busca equilíbrio
Para o governo, a queda na inflação traz fôlego político e econômico. No entanto, especialistas alertam que o desafio continua sendo manter disciplina fiscal, evitando medidas que possam reacender as pressões sobre os preços.
O movimento de desaceleração do IPCA é visto como positivo para a economia, mas a taxa ainda está acima da meta oficial de 3% estabelecida pelo Banco Central. Isso significa que o caminho até a estabilidade plena deve ser gradual e dependerá tanto da política monetária quanto da condução das contas públicas.



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