A Intel anunciou nesta segunda, 25, que a participação de 10% do governo dos Estados Unidos na fabricante de chips pode representar riscos para seus negócios, desde poder prejudicar vendas internacionais até limitar a capacidade da empresa de garantir futuros subsídios governamentais.
A empresa apresentou os novos “fatores de risco” depois que o governo decidiu converter os subsídios governamentais em uma participação acionária na Intel, a mais recente intervenção extraordinária do governo dos EUA em uma empresa do país.
As ações da Intel serão compradas com os US$ 5,7 bilhões em concessões não pagas da Lei CHIPS da era Biden e US$ 3,2 bilhões concedidos à Intel para o programa Secure Enclave, também concedido pelo antecessor de Trump, o presidente democrata Joe Biden.
Os negócios da Intel fora dos EUA também podem ser afetados pelo fato de o governo dos EUA ser um acionista importante, pois isso poderia sujeitar a empresa a regulamentações ou restrições adicionais, como leis de subsídios estrangeiros em outros países, segundo o documento.
As vendas fora dos EUA representaram 76% de sua receita para o ano fiscal encerrado em 28 de dezembro de 2024, enquanto a receita da China contribuiu com 29% da receita total.
O governo está comprando ações da Intel com um desconto de US$4 em relação ao preço de fechamento das ações da Intel de US$24,80 na sexta-feira.


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