Divisões internas expõem impasse da União Europeia sobre guerra em Gaza

A União Europeia voltou a mostrar falta de consenso diante do conflito na Faixa de Gaza. Reunidos neste sábado, 30, em Copenhague, ministros das Relações Exteriores dos 27 países-membros divergiram sobre a adoção de medidas econômicas contra Israel, revelando mais uma vez as fraturas do bloco em relação ao Oriente Médio.

A chefe de política externa da UE, Kaja Kallas, admitiu que não está otimista quanto a um acordo, mesmo sobre propostas consideradas moderadas, como restringir a participação israelense em programas de financiamento de pesquisa. “Se não tivermos uma voz unificada, não teremos voz no cenário global”, alertou.

As divergências ganharam força desde o início da guerra, em outubro de 2023, após o ataque do Hamas contra Israel. Embora diversos governos europeus tenham condenado as ações israelenses, especialmente diante do alto número de civis mortos e das barreiras à ajuda humanitária, medidas concretas continuam emperradas.

Irlanda, Espanha, Suécia e Holanda defendem a suspensão do pacto de livre comércio com Israel. Do outro lado, países como Alemanha, Hungria e República Tcheca, aliados históricos de Tel Aviv, rejeitam a ideia de sanções. O ministro irlandês Simon Harris foi um dos mais enfáticos: “Se a UE não agir como coletivo agora e adotar sanções contra Israel, quando o fará? As crianças estão morrendo de fome”, disse.

A falta de unidade expõe os limites da diplomacia europeia e coloca em dúvida a capacidade do bloco de exercer influência efetiva em crises internacionais.

COM INFORMAÇÕES DE AGÊNCIAS

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