Falências e recuperações judiciais crescem no Brasil e alertam setor produtivo

O número de empresas em dificuldade financeira não para de crescer no Brasil. Dados recentes mostram que tanto as falências decretadas quanto os pedidos de recuperação judicial avançaram de forma preocupante nos últimos anos, acendendo um alerta para a saúde do setor produtivo.

Segundo a Serasa Experian, em 2024 o país registrou 2.273 pedidos de recuperação judicial, o maior volume desde o início da série histórica em 2006. O aumento foi de quase 62% em relação a 2023. No mesmo período, houve 949 pedidos de falência, dos quais 780 foram efetivamente decretados, um salto de 25% em comparação a 2021.

A tendência se manteve neste ano. Em abril de 2025, por exemplo, foram decretadas 75 falências, mais que o dobro do número de abril de 2020. Já no primeiro trimestre, o total de empresas em recuperação judicial subiu 6,9%, passando de 4.568 em dezembro de 2024 para 4.881 em março deste ano.

utro dado preocupante é a inadimplência empresarial. Estima-se que 7,2 milhões de empresas estejam negativadas em 2025, o equivalente a quase um terço de todos os negócios ativos no Brasil. O valor acumulado das dívidas ultrapassa os R$ 150 bilhões.

Os vilões da vez
Especialistas explicam que os principais fatores por trás desse cenário são os juros elevados, que encarecem o crédito, e a inflação, que reduz o poder de compra da população e derruba as vendas. Essa combinação pressiona diretamente o caixa das empresas, que muitas vezes recorrem à recuperação judicial como último recurso para evitar o fechamento.

De acordo com o IBGE, a taxa de mortalidade empresarial segue alarmante: uma em cada cinco empresas fecha já no primeiro ano de vida, e apenas 37,3% sobrevivem até cinco anos.

O crescimento expressivo nos pedidos de recuperação e nas falências decretadas indica que o ambiente de negócios continua hostil no Brasil. Para especialistas, sem medidas que facilitem o acesso ao crédito e deem fôlego especialmente às micro e pequenas empresas, a tendência é de que os números sigam em alta nos próximos meses.

Empreender no Brasil, portanto, segue sendo um grande desafio, exigindo cada vez mais resiliência e capacidade de adaptação diante das incertezas econômicas.

 

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