A madrugada deste domingo, 7, foi marcada pelo mais intenso bombardeio russo contra Kiev desde 2022. Segundo autoridades ucranianas, Moscou lançou mais de 800 drones e mísseis sobre a capital, deixando ao menos três mortos e 18 feridos. Entre as vítimas estão uma mãe e seu bebê de apenas três meses, resgatados sem vida dos escombros.
O porta-voz da Força Aérea da Ucrânia, Yuriy Ihnat, classificou a ofensiva como “o maior ataque com drones desde a invasão”. Apesar de a maioria dos equipamentos ter sido abatida, os destroços atingiram prédios residenciais e causaram incêndio em um edifício administrativo no distrito de Pechersk, região que abriga gabinetes ministeriais. Foi a primeira vez que uma estrutura governamental da capital sofreu danos diretos.
A primeira-ministra ucraniana, Yulia Svyrydenko, lamentou as mortes e afirmou que o prédio atingido será restaurado. Já o prefeito de Kiev, Vitaly Klitschko, confirmou danos em imóveis de bairros como Sviatoshynskyi e Darnytskyi. O ataque ocorreu apenas duas semanas após outro bombardeio em larga escala contra a cidade, intensificando a pressão sobre a população civil.
De acordo com o Exército ucraniano, foram neutralizados 747 drones e quatro mísseis, mas ainda assim nove projéteis conseguiram atingir alvos. Ao todo, 56 ataques foram registrados em 37 localidades do país. O episódio ocorreu em meio à crescente frustração internacional com a falta de avanços nas negociações de paz.
Na véspera, o presidente Volodymyr Zelensky havia rejeitado a proposta de Vladimir Putin para um encontro em Moscou, sugerindo que o líder russo deveria ir a Kiev se realmente busca uma solução para o conflito.


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