Uma megaoperação da Polícia Militar Ambiental em parceria com o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) desarticulou, nesta última quarta, 10, dez fábricas clandestinas de balões na região metropolitana de São Paulo. Três pessoas foram presas, 109 balões apreendidos e ainda recolhidos 69 artefatos explosivos, armas de fogo e animais silvestres mantidos em cativeiro.
A ação integra a Operação Cangalha, iniciada em agosto, que já havia fechado outras duas fábricas e apreendido 88 balões. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, apenas em 2025, 94 balões foram confiscados e 19 pessoas autuadas, com multas que somam cerca de R$ 400 mil. No ano passado, as penalidades ultrapassaram R$ 1 milhão.
A fabricação e soltura de balões são crimes previstos em lei, com penas que podem chegar a três anos de prisão. A prática representa risco elevado de incêndios, danos a propriedades e até acidentes aéreos. Denúncias podem ser feitas de forma anônima.
A preocupação é ainda maior neste momento, em que o estado enfrenta forte estiagem. A Defesa Civil emitiu o terceiro alerta da temporada para baixa umidade e risco de incêndios, abrangendo 466 municípios, incluindo regiões como Campinas, Ribeirão Preto, Bauru e São José do Rio Preto. A recomendação é reforçar os cuidados com a hidratação, evitar exercícios ao ar livre nos horários mais quentes e manter ambientes internos umidificados.


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