A equipe econômica do governo federal revisou para baixo a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2025, passando de 2,5% para 2,3%. A mudança reflete a desaceleração observada no segundo trimestre e os efeitos da política monetária mais restritiva.
Segundo o Ministério da Fazenda, a revisão considera o ambiente de crédito ainda apertado e a demanda interna mais fraca, que limitaram a expansão da economia no período recente. Apesar disso, a pasta ressaltou que o cenário ainda é de crescimento, embora mais moderado.
No mesmo relatório, a projeção de inflação foi ajustada levemente para baixo, em linha com a expectativa de que a queda dos preços de alimentos e combustíveis ajude a aliviar o custo de vida das famílias até o fim do ano.
Especialistas apontam que o desempenho da indústria e do comércio será decisivo para definir a trajetória do PIB, já que os investimentos seguem em ritmo lento. A incerteza internacional, com tarifas impostas pelos Estados Unidos e oscilações no mercado de commodities, também preocupa analistas.
Para o governo, o desafio agora é equilibrar medidas de estímulo econômico com a necessidade de manter as contas públicas sob controle, evitando pressões adicionais sobre a dívida.


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