O dólar encerrou nesta última sexta, 12, em queda de 0,69%, cotado a R$ 5,35, no menor nível registrado desde junho de 2024. O movimento reflete expectativas externas sobre os rumos da economia norte-americana e um fortalecimento recente do real frente a outras moedas emergentes.
A desvalorização da moeda americana vem sendo impulsionada pela expectativa de cortes de juros nos Estados Unidos. Caso o Federal Reserve reduza as taxas em breve, o dólar tende a perder atratividade para investidores, abrindo espaço para a valorização de moedas de países como o Brasil.
No mercado interno, analistas destacam que a percepção de maior estabilidade fiscal contribuiu para reforçar a confiança de investidores, atraindo fluxos externos e ajudando a segurar a moeda em um patamar mais baixo.
Apesar da queda, especialistas alertam que o câmbio segue vulnerável a riscos externos, como tensões geopolíticas e oscilações nos preços de commodities. Além disso, a inflação no Brasil e as decisões futuras do Banco Central norte-americano ainda podem influenciar a trajetória do dólar nos próximos meses.
Com o recuo, o dólar acumula perda significativa em setembro, aproximando-se de uma faixa considerada “mais justa” por analistas, em torno de R$ 5,00. O mercado, no entanto, segue atento a possíveis correções.


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