O Brasil perdeu neste último sábado, 13, um de seus maiores ícones culturais: Hermeto Pascoal, mestre da música instrumental e referência mundial pela originalidade com que transformava sons do cotidiano em arte. O artista morreu no Rio de Janeiro, aos 89 anos, deixando um legado inestimável para a música brasileira e internacional.
Confirmada pelas redes sociais oficiais, a morte do compositor foi comunicada em tom sereno pela família e por parceiros musicais. Segundo boletim do Hospital Samaritano Barra, Pascoal faleceu às 20h22, vítima de complicações de um quadro avançado de fibrose pulmonar que evoluiu para falência múltipla dos órgãos. Ele estava internado desde o fim de agosto.
O velório será nesta segunda, 15,, na Areninha Cultural Hermeto Pascoal, em Bangu, no Rio de Janeiro, com cerimônia aberta ao público das 14h às 21h. A expectativa é de que fãs, músicos e admiradores compareçam em grande número para se despedir do “bruxo” da música.
Natural de Lagoa da Canoa, em Alagoas, Pascoal iniciou a carreira ainda jovem, tocando acordeon e flauta. Tornou-se um nome incontornável da música experimental, inovando ao explorar barulhos da natureza como parte de suas composições. Reconhecido internacionalmente, colecionou prêmios, incluindo três Grammys Latinos, e colaborou com artistas de diferentes gerações.
Mesmo próximo dos 90 anos, seguia ativo. Em 2024 lançou o álbum Pra você, Ilza, dedicado à esposa, com quem teve seis filhos. Além deles, deixou 13 netos e 10 bisnetos, além de uma obra que continuará inspirando músicos no Brasil e no mundo.


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