O ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, foi morto a tiros na noite desta última segunda, 15, em Praia Grande, litoral paulista. Fontes, de 64 anos, era conhecido por seu trabalho no combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa da qual estava sob ameaças de morte desde 2006, após indiciar toda a cúpula do grupo, incluindo seu líder, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola.
Imagens de câmeras de segurança mostram que Fontes foi perseguido por criminosos em uma caminhonete Hilux SW4. Durante a fuga, ele colidiu com um ônibus e capotou o veículo. Três homens armados desceram do veículo dos perseguidores e dispararam mais de 20 vezes contra o ex-delegado, que não resistiu aos ferimentos.
Fontes já havia sido alvo de outras tentativas de assassinato, incluindo planos frustrados pelo PCC em 2010 e ataques em 2012, 2020 e 2022. Em 2019, após a transferência de Marcola para um presídio federal, ele foi novamente jurado de morte pela facção. Além disso, sua gestão à frente da Polícia Civil envolveu o afastamento de policiais militares suspeitos de corrupção, o que também pode ter motivado o atentado.
Atualmente, Fontes ocupava o cargo de secretário de Administração Pública de Praia Grande, função que assumiu em 2023. A polícia paulista investiga o caso com uma força-tarefa composta por mais de 100 agentes, incluindo membros da Rota, Gaeco e Polícia Federal. O governador Tarcísio de Freitas afirmou que os responsáveis serão “exemplarmente punidos pela Justiça”.


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