O ator e diretor Robert Redford, um dos nomes mais influentes da história do cinema americano, faleceu enquanto dormia na manhã desta terça, 16, em sua residência em Utah, aos 89 anos. A informação foi confirmada por sua assessoria, que não divulgou a causa da morte.
Dono de uma carreira marcada por sucessos tanto diante quanto atrás das câmeras, Redford estrelou clássicos como Butch Cassidy (1969), Golpe de Mestre (1973), Todos os Homens do Presidente (1976) e Entre Dois Amores (1985). Embora tenha sido indicado ao Oscar como ator, conquistou a estatueta de melhor diretor logo em sua estreia na função, com Gente como a Gente (1980), que também venceu como melhor filme.
Mais do que um astro de Hollywood, Redford ajudou a moldar o cinema independente dos Estados Unidos. Fundou em 1981 o Instituto Sundance e, pouco depois, o Festival de Cinema de Sundance, que se transformou em um dos principais polos de revelação de novos talentos no audiovisual. Cineastas como Steven Soderbergh tiveram seus primeiros grandes reconhecimentos ali, enquanto filmes internacionais, como o brasileiro Central do Brasil de Walter Salles, também ganharam projeção mundial a partir do evento.
Fora das telas, Redford também marcou época pelo ativismo ambiental, participando de campanhas contra grandes projetos poluentes nos anos 1970 e atuando pela preservação de áreas naturais em Utah. Sua vida pessoal, mantida de forma reservada, teve episódios de destaque, como o relacionamento com a atriz brasileira Sônia Braga no início dos anos 1990.
Galã para várias gerações, militante por causas sociais e defensor de um cinema autoral, Robert Redford deixa um legado que atravessa fronteiras: uniu glamour, consciência política e a valorização de uma arte feita com liberdade criativa.



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