O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, classificou a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF) como “mais um ato de perseguição judicial”. A declaração foi feita após a decisão que determinou pena de 27 anos de prisão ao líder conservador.
Segundo Rubio, o julgamento representa uma “caça às bruxas” conduzida por ministros que estariam extrapolando suas funções constitucionais. Ele afirmou que o STF tem adotado práticas abusivas, violando garantias fundamentais e fragilizando o Estado de Direito no Brasil.
O secretário também alertou que os efeitos da decisão não se restringem ao território brasileiro, atingindo empresas e cidadãos norte-americanos. Por isso, prometeu que os Estados Unidos responderão “de maneira adequada”, sem descartar a adoção de sanções ou medidas diplomáticas contra o Brasil.
Em nota, o Itamaraty reafirmou que o julgamento de Bolsonaro ocorreu dentro da legalidade, com respeito à ampla defesa e ao contraditório. O governo brasileiro ressaltou ainda que não se intimida com pressões externas e que a independência do Judiciário é um pilar da democracia nacional.
A declaração de Rubio intensificou o debate político no país. Aliados de Bolsonaro passaram a usar o discurso para reforçar a tese de perseguição, enquanto opositores destacaram a legitimidade da decisão do STF e alertaram para os riscos de ingerência internacional sobre questões internas brasileiras.


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