O avanço do alcoolismo feminino será tema de audiência pública no Senado nesta terça, 16, às 14h30, no Plenário nº 9 da Comissão de Assuntos Sociais (CAS). O encontro busca analisar os fatores que explicam a crescente adesão das mulheres ao consumo abusivo de bebidas alcoólicas.
Segundo dados, entre 2006 e 2023, a proporção de mulheres que admitiram consumo excessivo de álcool saltou de 7,8% para 15,2%, praticamente dobrando em menos de duas décadas. No mesmo período, os índices masculinos permaneceram estáveis.
O impacto financeiro do álcool também preocupa: só em 2019, os custos relacionados ao consumo chegaram a R$ 18,8 bilhões, segundo levantamento oficial. Esses gastos incluem desde internações hospitalares até perdas de produtividade no mercado de trabalho.
De acordo com o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (2021-2030), a meta é reduzir em 10% a prevalência do consumo abusivo até o fim da década. O desafio, no entanto, envolve enfrentar questões culturais, sociais e metabólicas que tornam as mulheres mais vulneráveis aos efeitos do álcool.
Para a senadora Leila Barros (PDT-DF), além das mudanças nos papéis sociais, a publicidade direcionada ao público feminino tem contribuído para normalizar o hábito. “É preciso olhar para essas especificidades e traçar políticas públicas que evitem que o problema se torne ainda maior”, defendeu.


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