Capivaras do DF serão monitoradas por pesquisadores até 2027

As capivaras que circulam pelo Lago Paranoá, parques e áreas urbanas de Brasília estarão sob acompanhamento científico pelos próximos dois anos. O projeto Capivaras DF, liderado pela bióloga Morgana Bruno, vai mapear o comportamento da espécie e avaliar riscos à saúde pública e à conservação ambiental no Distrito Federal.

A iniciativa prevê monitoramento mensal em pontos estratégicos, como o Parque Ecológico de Águas Claras, a orla do Lago Paranoá e o Zoológico de Brasília. A equipe de pesquisadores e estudantes fará contagem dos animais, identificação de perfis populacionais e registro de deslocamentos, buscando entender se os grupos estão crescendo, migrando ou oferecendo risco de transmissão de doenças como a febre maculosa.

O estudo foi solicitado pelo Instituto Brasília Ambiental, em parceria com a Secretaria de Saúde e a Universidade Católica de Brasília, diante da convivência cada vez mais próxima entre seres humanos e capivaras. “Queremos dados concretos para orientar ações de prevenção, saúde pública e cuidado com a fauna”, afirma Morgana.

Para o Zoológico de Brasília, parceiro da pesquisa, a iniciativa reforça o papel de integrar ciência, educação e conservação. Já a equipe do Capivaras DF também promove atividades de sensibilização, para aproximar a população do conhecimento sobre a importância ecológica desses animais.

Segundo Morgana, acompanhar de perto a vida das capivaras urbanas é também avaliar a qualidade ambiental da capital. “Quando entendemos a saúde desses animais, entendemos também a saúde do espaço que compartilhamos com eles”, destacou.

COM INFORMAÇÕES DA AGÊNCIA BRASÍLIA

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