A Cidade de Gaza viveu mais um dia de tensão nesta quinta, 18. Moradores relataram a presença de tanques israelenses em duas áreas estratégicas que dão acesso ao centro urbano, enquanto todo o território enfrentava um apagão de internet e telefonia, considerado prenúncio de uma escalada militar.
As forças de Israel já controlam os subúrbios orientais e ampliaram ataques contra os bairros de Sheikh Radwan e Tel Al-Hawa, de onde podem avançar para regiões centrais e ocidentais, justamente onde está concentrada a maior parte da população. O clima de medo foi reforçado pelo corte nas telecomunicações, que segundo a operadora local decorre de danos às principais rotas de rede causados pelos bombardeios.
No mesmo dia, autoridades de saúde da Faixa de Gaza confirmaram pelo menos 14 mortes em decorrência de ataques ou disparos israelenses, sendo nove delas na própria Cidade de Gaza. Para os moradores, a situação é desesperadora: muitos permanecem em acampamentos improvisados ou casas em ruínas, sem condições de sair ou sem querer abandonar seus lares.
As Forças Armadas de Israel afirmaram que ampliam operações para “desmantelar infraestrutura terrorista e eliminar combatentes do Hamas”, mas não comentaram o corte de comunicações. O Exército também mantém frentes de combate no sul, em Khan Younis e Rafah, ao mesmo tempo em que distribui panfletos orientando civis a buscar refúgio em uma chamada “zona humanitária” — local que, segundo organizações internacionais, carece de alimentos, medicamentos e abrigo adequado.
A ofensiva mais recente ocorre após mais de dois anos de guerra devastadora e reacende críticas internacionais. Israel argumenta que busca derrotar o Hamas e libertar reféns ainda mantidos no território, enquanto a população civil segue em meio ao colapso humanitário.


Be the first to comment