A 58ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro terminou neste sábado, 20, em clima de celebração. Durante nove dias, o evento exibiu 80 produções e marcou os 60 anos da primeira Semana do Cinema Brasileiro, realizada em 1965, reforçando sua tradição como vitrine e espaço de resistência cultural.
O grande destaque da Mostra Competitiva foi Futuro Futuro, de Davi Pretto, vencedor do Troféu Candango de Melhor Longa-Metragem. O filme, ambientado em um futuro próximo, aborda os impactos da inteligência artificial e de uma síndrome neurológica em um homem de 40 anos que perdeu a memória. Além do prêmio principal, a obra conquistou Melhor Roteiro e Melhor Montagem.
Outros títulos também ganharam espaço de relevo. Aqui Não Entra Luz, de Karol Maia, levou Melhor Direção, enquanto Quatro Meninas, de Karen Suzane, recebeu o Prêmio Especial do Júri e garantiu a vitória de Dhara Lopes como Melhor Atriz. Murilo Benício foi consagrado Melhor Ator por sua atuação em Assalto à Brasileira. Nos prêmios técnicos, Corpo da Paz, de Torquato Joel, acumulou quatro troféus.
Na Mostra Brasília, o longa Maré Viva, Maré Morta, de Cláudia Daibert, conquistou tanto o júri oficial quanto o popular, além de premiações técnicas. Entre os curtas, Rainha, de Raul de Lima, foi o destaque com três Candangos. Paralelamente, Uma Baleia Pode Ser Despedaçada Como uma Escola de Samba, de Marina Meliande e Felipe Bragança, venceu o prêmio da crítica internacional (Fipresci).
A edição também prestou homenagem à atriz Fernanda Montenegro, de 95 anos, que recebeu o Troféu Candango pelo conjunto da obra, coroando uma trajetória ligada à história do festival desde sua primeira edição. Para a diretora Sara Rocha, o evento conciliou tradição e inovação, encerrando-se com a exibição do longa A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo.


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