A violência entre torcidas organizadas voltou a manchar o futebol carioca. Neste sábado, 20, a polícia prendeu o presidente da Torcida Jovem do Flamengo (TJF), Tiago de Souza Câmara Melo, conhecido como Boinha, e outros sete integrantes do grupo, acusados de participação no assassinato de Rodrigo José da Silva Sant’anna, torcedor do Vasco, morto no último dia 11.
A operação foi conduzida pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) e resultou no cumprimento de mandados de prisão temporária de 30 dias, além de uma prisão em flagrante. O crime ocorreu no bairro de Oswaldo Cruz, zona norte do Rio, quando vascaínos foram emboscados a poucos quilômetros do estádio Nilton Santos, palco da partida entre Vasco e Botafogo.
Segundo as investigações, o ataque foi planejado de forma organizada e sem o uso de símbolos do Flamengo, justamente para dificultar a identificação dos agressores. Testemunhas relataram que os vascaínos foram surpreendidos com fogos de artifício e disparos de arma de fogo. Um dos tiros atingiu Rodrigo, que não resistiu, enquanto outro torcedor também foi alvo da tentativa de homicídio.
As prisões se somam a um histórico de violência que acompanha a Torcida Jovem do Flamengo, já banida dos estádios em diferentes ocasiões. A mais recente decisão judicial, tomada na terça, 17, suspendeu a presença da organizada em eventos esportivos por dois anos, após novos episódios de tumulto e vandalismo registrados em agosto.
A Justiça destacou que os incidentes envolvendo a TJF não são isolados, mas fazem parte de um padrão de violência que há anos afasta torcedores comuns e famílias das arquibancadas, reforçando o debate sobre a responsabilidade das organizadas e o futuro do futebol brasileiro.


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