Três importantes aliados dos Estados Unidos anunciaram neste domingo, 21, o reconhecimento formal do Estado da Palestina. O gesto dos primeiros-ministros do Reino Unido, Keir Starmer; do Canadá, Mark Carney; e da Austrália, Anthony Albanese, acontece em meio à escalada da crise em Gaza e às vésperas da Assembleia Geral da ONU, em Nova York.
Os comunicados ressaltaram que a decisão faz parte de um esforço coordenado para viabilizar a solução de dois Estados. Embora tenham condenado o ataque do Hamas em outubro de 2023, os líderes também responsabilizaram o governo israelense pelo agravamento da tragédia humanitária.
Carney destacou as restrições de Israel à entrada de ajuda humanitária, Starmer denunciou as mortes de milhares de civis em Gaza e Albanese defendeu cessar-fogo imediato e a libertação dos reféns. As falas reforçam o apelo internacional por uma nova agenda de paz.
A iniciativa segue o movimento de outros países. Em maio, Espanha, Noruega e Irlanda também reconheceram a Palestina. O Brasil já havia tomado essa posição em 2010, ao apoiar a criação do Estado nas fronteiras de 1967, incluindo Gaza, Cisjordânia e Jerusalém Oriental como capital.


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