Cidades italianas registraram nesta última segunda, 22, intensos protestos contra a ofensiva israelense na Faixa de Gaza. Em Milão, manifestantes entraram em choque com a polícia, que respondeu com gás lacrimogêneo e canhões de água. Os atos fizeram parte de uma greve nacional organizada por sindicatos em solidariedade ao povo palestino.
Na estação central de Milão, janelas foram quebradas e cadeiras arremessadas contra policiais. Segundo a agência ANSA, mais de dez pessoas foram presas e cerca de 60 agentes ficaram feridos. Em Roma, dezenas de milhares marcharam pelas ruas, enquanto no porto de Veneza a polícia utilizou canhões de água para dispersar trabalhadores que bloqueavam operações.
Houve mobilizações ainda em Gênova, Livorno e Trieste, onde estivadores tentaram impedir o envio de armas e suprimentos a Israel. Em Bolonha e Nápoles, manifestantes interromperam rodovias e chegaram a ocupar brevemente trilhos de trens, provocando atrasos. O transporte público e escolas também foram afetados por greves e paralisações.
A primeira-ministra Giorgia Meloni condenou os episódios de violência, afirmando que não contribuem para aliviar o sofrimento em Gaza e apenas prejudicam a população italiana. Seu governo, alinhado a Israel, rejeita a possibilidade de reconhecer o Estado palestino, ao contrário de outros países europeus.


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