Hospitais de Gaza entram em colapso diante da ofensiva israelense

Em meio à intensificação dos ataques israelenses, os hospitais que ainda funcionam na Cidade de Gaza enfrentam colapso iminente. Com suprimentos escassos e estruturas danificadas, unidades de saúde lutam para atender ao grande número de feridos que chegam diariamente.

Hospitais de campanha e instalações remanescentes continuam sob bombardeio, ao mesmo tempo em que carecem de medicamentos, alimentos e combustível para manter os geradores em funcionamento. A superlotação é tamanha que médicos têm de escolher quem recebe atendimento e quem precisa deixar o hospital sem tratamento adequado.

Muitos hospitais de campanha transferiram suas equipes para o sul do território, deixando a população local ainda mais vulnerável. Em Khan Younis e Al-Muwasi, onde Israel designou uma “zona humanitária”, o fluxo de pacientes já ultrapassa a capacidade. Apenas em uma noite, o hospital de campanha em Al-Muwasi recebeu 160 feridos, apesar de dispor de apenas 90 leitos.

O hospital Nasser, último grande centro de referência em Gaza, também opera acima do limite. Crianças são tratadas em corredores e alas improvisadas, enquanto profissionais relatam exaustão e falta de recursos básicos. “Estamos no nosso limite máximo”, disse Mohamed Saqr, diretor de enfermagem da unidade.

A crise se agrava com o fechamento de mais hospitais na Cidade de Gaza, como o infantil Al-Rantisi e o oftalmológico, que suspenderam atividades por não haver condições seguras de acesso para pacientes e equipes.

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