As sanções da Organização das Nações Unidas (ONU) contra o Irã serão restabelecidas neste sábado, 28, após o Conselho de Segurança rejeitar uma resolução apresentada por Rússia e China que buscava adiar a medida. A decisão reacende tensões diplomáticas e pode aprofundar o impasse sobre o programa nuclear iraniano.
A proposta russa e chinesa obteve apenas quatro votos favoráveis no colegiado de 15 membros. Nove países votaram contra e dois se abstiveram, selando o retorno das punições. Após a votação, a embaixadora do Reino Unido na ONU, Barbara Wood, afirmou que o processo de “snapback” previsto na resolução 2231 foi cumprido e que a reimposição é inevitável.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, reagiu dizendo que Teerã não pretende abandonar o Tratado de Não Proliferação Nuclear, mas alertou que qualquer escalada será de responsabilidade do Ocidente. Ele reiterou que o país não busca armas nucleares e que está disposto a manter transparência sobre o enriquecimento de urânio.
As sanções serão restabelecidas às 20h (horário de Nova York), após a acusação de que o Irã descumpriu o acordo nuclear de 2015, que visava impedir o desenvolvimento de armamento atômico. Para a Rússia, a decisão ocidental “enterra o caminho diplomático” em meio à falta de avanços nas negociações recentes com Reino Unido, França e Alemanha.


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