O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta terça, 30, que não aceitará a criação de um Estado palestino, mesmo após o anúncio do plano de paz para Gaza apresentado pelo presidente norte-americano, Donald Trump, em Washington.
Em vídeo publicado em suas redes sociais, Netanyahu disse em hebraico que não há qualquer menção a um Estado palestino no acordo discutido com Trump. “De maneira nenhuma, não está escrito no acordo. Nós nos opomos firmemente a um Estado palestino”, declarou, classificando a proposta como uma “recompensa ao terrorismo” e um risco para Israel.
O premiê descreveu sua visita aos Estados Unidos como “histórica” e destacou que Israel conseguiu inverter o isolamento internacional. Segundo ele, o Hamas agora sofre pressões globais para aceitar os termos impostos no plano, que prevê a libertação de reféns e a permanência das Forças de Defesa de Israel em boa parte da Faixa de Gaza até a instalação de uma força internacional de estabilização.
Netanyahu reforçou que não permitirá que o Hamas reassuma o controle do território. “Disseram-nos que devíamos aceitar as condições do Hamas e retirar nossas tropas. Isso não vai acontecer”, afirmou. O acordo divulgado pela Casa Branca prevê a saída gradual das tropas israelenses, substituídas por forças internacionais, com a promessa de que Gaza não seja anexada ou ocupada por Israel.
A guerra em Gaza, iniciada após os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023, já deixou mais de 66 mil mortos e mais de 168 mil feridos, segundo autoridades locais do enclave, números reconhecidos pela ONU.


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