A Rússia afirmou ter derrubado 251 drones ucranianos durante a madrugada desta segunda, 6, num dos maiores ataques coordenados desde o início da guerra, em 2022. O episódio, descrito por Moscou como uma “ofensiva em larga escala”, teve foco na região do Mar Negro, onde os combates têm se tornado cada vez mais intensos.
Segundo o Ministério da Defesa russo, 40 drones foram abatidos sobre a Crimeia, península anexada pela Rússia em 2014, 62 sobre o Mar Negro e cinco sobre o Mar de Azov. O governo russo classificou a ação como uma tentativa de “provocação massiva” por parte de Kiev.
O ataque acontece um dia após a Rússia lançar sua maior ofensiva contra a Ucrânia neste ano, mirando principalmente a região de Lviv, próxima à fronteira com a Polônia. A escalada levou os países da Otan a colocarem suas forças em alerta máximo. Autoridades ucranianas relataram o uso de 140 drones e 23 mísseis na investida russa.
Desde fevereiro de 2022, Moscou e Kiev travam um conflito marcado por ataques diários com drones e mísseis. Kiev tem concentrado esforços em atingir infraestruturas energéticas russas, enquanto o Kremlin vem ampliando a destruição da rede elétrica ucraniana, antecipando um novo colapso energético com a chegada do inverno.
De acordo com o Instituto para o Estudo da Guerra (ISW), a Rússia mantém controle total ou parcial de 19% do território ucraniano, incluindo a Crimeia e partes do Donbass. Tentativas recentes de mediação lideradas pelo presidente norte-americano Donald Trump não avançaram, e o ritmo das conquistas russas segue em desaceleração desde agosto.


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