O governo iraniano declarou neste sábado, 11, que está disposto a avaliar uma eventual proposta “justa e equilibrada” dos Estados Unidos para retomar as negociações sobre seu programa nuclear. No entanto, segundo o ministro das Relações Exteriores do país, Abbas Araqchi, até o momento nenhuma iniciativa oficial foi apresentada por Washington.
“Se recebermos uma proposta razoável e justa dos norte-americanos, certamente a consideraremos”, afirmou Araqchi à televisão estatal iraniana. O chanceler reforçou, contudo, que Teerã não abrirá mão de seu “direito de enriquecer urânio”, embora esteja disposto a adotar medidas que reforcem a confiança internacional quanto ao caráter pacífico de suas atividades nucleares.
De acordo com o ministro, o avanço de qualquer diálogo dependerá também de gestos concretos por parte dos Estados Unidos, como a suspensão parcial das sanções impostas ao Irã. Ele confirmou que ambos os países têm trocado mensagens por meio de intermediários, mas sem um canal direto formalizado.
Os EUA, aliados europeus e Israel acusam Teerã de esconder, sob o pretexto de fins civis, esforços para desenvolver armas nucleares — algo que o governo iraniano nega. O país sustenta que o enriquecimento de urânio serve exclusivamente para geração de energia e pesquisas médicas.
As declarações de Araqchi ocorrem meses após o fim de uma guerra de 12 dias entre Irã e Israel, que contou com participação militar norte-americana. Antes do conflito, Teerã e Washington haviam realizado cinco rodadas de conversas, interrompidas por divergências sobre o nível de enriquecimento permitido e a exigência ocidental de reduzi-lo a zero.


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