Centenas de caminhões carregados com alimentos, medicamentos e suprimentos essenciais começaram a entrar neste domingo, 12 na Faixa de Gaza a partir do Egito, marcando a primeira grande operação humanitária desde o início do cessar-fogo firmado entre Israel e o grupo Hamas. A trégua, em vigor desde sexta-feira, faz parte da primeira etapa do plano de paz mediado pelo presidente norte-americano Donald Trump.
Segundo a emissora egípcia Al Qahera News, longas filas de veículos aguardavam na passagem de Rafah, na fronteira com o Egito, para seguir em direção ao território palestino. Parte da ajuda também deve ser encaminhada por outros pontos de entrada controlados por Israel, como Kerem Shalom e al Awja, conforme previsto no acordo.
O cessar-fogo busca encerrar dois anos de conflito que começaram após os ataques do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023, que deixaram cerca de 1,2 mil mortos e 251 pessoas feitas reféns. A resposta israelense, segundo dados do Ministério da Saúde de Gaza — considerados credíveis pela ONU —, provocou mais de 67 mil mortes e cerca de 170 mil feridos, a maioria civis.
A ofensiva destruiu grande parte da infraestrutura do enclave, deixando centenas de milhares de pessoas deslocadas e o sistema de saúde em colapso. O bloqueio israelense à entrada de suprimentos agravou a crise, levando mais de 400 pessoas à morte por desnutrição e fome, principalmente crianças.
Com o início da entrada da ajuda humanitária, agências internacionais esperam aliviar parte da catástrofe humanitária em Gaza, embora o desafio logístico e a reconstrução ainda dependam da manutenção do cessar-fogo e de um acordo político duradouro entre as partes.


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