Explosão de carro em Guayaquil deixa um morto e reacende alerta de terrorismo no Equador

Uma forte explosão em frente a um edifício comercial da família do presidente equatoriano Daniel Noboa deixou um morto e pelo menos dois feridos na noite de terça, 14, em Guayaquil, principal cidade portuária do país. A vítima fatal foi um taxista que passava pelo local no momento da detonação, segundo o Corpo de Bombeiros.

O major Jorge Montanero, que atendeu a ocorrência, afirmou à emissora local Ecuavisa que ainda não há confirmação sobre a causa da explosão. “Não sabemos, mas um carro normal não explode assim”, declarou o oficial, destacando que a polícia investiga se o veículo foi usado como bomba.

O governador da província de Guayas, Humberto Plaza, classificou o caso como “terrorismo puro e simples” e garantiu que os responsáveis serão presos. Em comunicado, a agência de segurança pública informou que equipes policiais e de resgate isolaram a área e atuaram para conter os danos causados pelos artefatos explosivos.

Moradores relataram momentos de pânico. “Ouvimos um barulho muito alto, parecia uma bomba. Corremos com medo de novas explosões”, contou à France-Presse a médica Samantha Vera, que trabalha nas proximidades.

A violência em Guayaquil tem se intensificado nos últimos meses, impulsionada por disputas entre facções ligadas ao tráfico de drogas. Apenas neste fim de semana, ataques armados deixaram 11 mortos e mais de 20 feridos em diferentes pontos da cidade e do estado. O Equador registrou mais de 4,6 mil homicídios nos primeiros seis meses deste ano — um aumento de 47% em relação a 2024 —, consolidando-se como um dos países mais violentos da América do Sul.

 

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