Trump envia porta-aviões ao Caribe e amplia presença militar dos EUA na América Latina

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou nesta sexta, 24, o envio do grupo do porta-aviões Gerald Ford para o Caribe, em uma das maiores demonstrações de força militar norte-americana na região nas últimas décadas. A movimentação, segundo o Pentágono, visa reforçar o combate ao narcotráfico, embora analistas apontem que o envio supera em muito qualquer necessidade operacional anterior.

De acordo com o porta-voz do Departamento de Defesa, Sean Parnell, “a presença reforçada das forças dos EUA na área de responsabilidade do USSOUTHCOM aumentará a capacidade de detectar, monitorar e interromper atividades ilícitas que comprometem a segurança e a prosperidade dos Estados Unidos e do Hemisfério Ocidental”. O Pentágono não informou a data exata da chegada do porta-aviões, que até recentemente navegava pelo Estreito de Gibraltar.

O reforço militar inclui ainda oito navios de guerra, um submarino nuclear e caças F-35. A iniciativa ocorre em meio a crescentes tensões com a Venezuela, cujo presidente, Nicolás Maduro, acusa Washington de tentar retirá-lo do poder. Em agosto, o governo norte-americano dobrou para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levem à prisão de Maduro, acusado de vínculos com o narcotráfico, acusações que ele nega.

Desde setembro, as forças dos EUA realizaram dez ataques contra supostas embarcações de drogas no Caribe, resultando na morte de cerca de 40 pessoas, segundo o Pentágono. Parte dos mortos seria de nacionalidade venezuelana.

Com capacidade para mais de 5.000 tripulantes e 75 aeronaves, o USS Gerald Ford é o maior porta-aviões do mundo e símbolo do poderio naval dos EUA. Equipado com mísseis de defesa aérea e um reator nuclear, o navio representa um marco na estratégia militar de Trump para reforçar a presença americana na América Latina.

 

SUA CONTABILIDADE EM ORDEM?

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