O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta última quinta, 23, que Israel não vai anexar a Cisjordânia ocupada, apesar da aprovação preliminar de uma proposta nesse sentido no Parlamento israelense.
A declaração foi dada em entrevista na Casa Branca, um dia depois de o Knesset — assembleia legislativa unicameral de Israel — aprovar por 25 votos a 24 a proposta que prevê a aplicação das leis israelenses aos assentamentos na Judeia e Samaria, primeiro passo para uma possível anexação. O texto ainda precisa passar por mais três votações antes de se tornar lei.
Trump reiterou que “Israel não vai fazer nada com a Cisjordânia” e alertou que o país perderia o apoio dos Estados Unidos caso insistisse na medida. O presidente norte-americano garantiu que havia prometido aos países árabes que a anexação não ocorreria e repetiu três vezes à revista Time que “isso não vai acontecer”.
Durante visita a Israel, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, classificou a proposta como “estúpida”, enquanto o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu alegou que a aprovação foi uma “provocação deliberada” da oposição. A iniciativa também foi rejeitada por Espanha, Catar, Turquia e outros países.
A Cisjordânia permanece sob ocupação militar e controle administrativo israelense em cerca de 60% de seu território, área conhecida como “Área C”, estabelecida pelos Acordos de Oslo. A região enfrenta forte restrição à circulação dos palestinos, com postos de controle e limitação de acesso a Jerusalém.


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