O Exército israelense anunciou nesta quarta, 29, que restabeleceu o cessar-fogo na Faixa de Gaza, após realizar uma série de ataques que, segundo as autoridades, atingiram dezenas de alvos considerados terroristas. A ofensiva foi uma resposta às supostas violações cometidas pelo Hamas, informou o governo de Israel.
De acordo com o comunicado militar, as forças israelenses neutralizaram cerca de 30 combatentes que ocupavam posições de comando dentro do território palestino. “O Exército retomou a aplicação do cessar-fogo, mas responderá com firmeza a qualquer violação do pacto”, destacou a nota.
Fontes médicas e da Defesa Civil de Gaza informaram que, entre a tarde desta última terça, 28, e esta quarta, ao menos 91 palestinos, incluindo 24 crianças e sete mulheres, foram mortos nos bombardeios. Os ataques atingiram casas, escolas e prédios residenciais em várias partes do enclave, de norte a sul.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ordenou a ofensiva após reunião de segurança em que acusou o Hamas de violar o cessar-fogo ao devolver restos mortais de um refém israelense e realizar um ataque que matou um soldado no sul de Gaza. O grupo palestino negou envolvimento e classificou as acusações como “infundadas”.
Os Estados Unidos, mediadores do cessar-fogo firmado em 10 de outubro, afirmaram que o acordo segue em vigor. O presidente Donald Trump declarou que “nada vai pôr em risco o cessar-fogo” e defendeu que o Hamas “precisa se comportar” para que a paz no Oriente Médio seja possível.


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