O Flamengo divulgou nesta sexta, 31, o balanço financeiro do terceiro trimestre de 2025, com números recordes. Até setembro, o clube arrecadou R$ 1,56 bilhão, superando o total anual de qualquer time brasileiro já registrado. O resultado reflete o aumento das receitas operacionais, ganhos com transferências e uma gestão financeira considerada eficiente.
O superávit acumulado nos nove primeiros meses do ano chegou a R$ 329 milhões, o maior da história rubro-negra. O Ebitda recorrente atingiu R$ 278 milhões, com margem de 27,9%, dez pontos percentuais acima de 2024. O clube também ampliou sua receita recorrente — que inclui TV, patrocínios, bilheteria e sócio-torcedor — para R$ 1,05 bilhão, alta de 27%.
As vendas de jogadores contribuíram fortemente para o resultado, somando R$ 510,9 milhões, aumento de 427% em relação ao ano anterior. As saídas de Wesley, Carlos Alcaraz, Fabrício Bruno e Gerson estiveram entre as mais lucrativas. No mesmo período, o clube investiu R$ 599,3 milhões em contratações e renovações, mas manteve o endividamento com atletas em 12,1% da receita total.
Em setembro, o Flamengo possuía R$ 266 milhões em caixa, sendo R$ 225 milhões sob gestão direta e R$ 41 milhões administrados pela Fla-Flu Serviços S.A., responsável pelo Maracanã. O valor representa aumento de R$ 174 milhões em relação a dezembro de 2024, impulsionado por renegociações e controle de custos.
O endividamento operacional líquido caiu de R$ 327 milhões para R$ 114,3 milhões, e o patrimônio líquido consolidado chegou a R$ 948,8 milhões, alta de mais de 50% no ano. O clube projeta encerrar 2025 com receita acima de R$ 1,8 bilhão e Ebitda superior a R$ 300 milhões, mantendo o ritmo de crescimento mesmo sem o Mundial de Clubes em 2026.


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