Uma vigília evangélica convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) terminou em confusão na noite deste sábado, 22, em Brasília, depois que um homem que se apresentou como pastor discursou pedindo a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. O ato, que reuniu cerca de cem apoiadores em frente ao condomínio onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, foi interrompido após agressões e intervenção policial.
O homem identificado como Ismael Lopes, de 34 anos, pediu a palavra por volta das 20h15 e foi chamado ao microfone pelo próprio Flávio Bolsonaro. Após ler uma passagem bíblica, Lopes afirmou que Bolsonaro deveria ser condenado pelos atos durante a pandemia da Covid-19, que resultou na morte de 700 mil brasileiros. A fala gerou reação imediata dos presentes, que partiram para a agressão enquanto Lopes tentava fugir.
Perseguido por simpatizantes do ex-presidente, Lopes levou socos e pontapés e teve a camisa rasgada. A Polícia Militar interveio com spray de pimenta e o escoltou até que ele conseguisse embarcar em um carro de aplicativo. O senador Flávio Bolsonaro pediu que os apoiadores não o agredissem, mas acabou ignorado. Segundo informou à PM, Lopes sabia dos riscos envolvidos e agiu de forma consciente.
O autor do discurso não é pastor: ele integra a Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, movimento progressista que já participou de reuniões com o governo federal. Nas redes sociais, o militante publica conteúdos alinhados à esquerda e, em seu perfil, exibe uma imagem com figuras históricas do comunismo. Lopes afirmou que não agiu em nome da Frente, embora tenha avisado lideranças do grupo sobre sua intenção de participar da vigília.
Ao que tudo indica, o impostor agiu de forma pensada, para provocar os participantes da vigília.
Após o tumulto, o evento foi encerrado. A vigília contou com a presença dos senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Izalci Lucas (PL-DF), além dos deputados Hélio Lopes (PL-RJ) e Bia Kicis (PL-DF), além de Flávio e Carlos Bolsonaro.


Be the first to comment