Plano de paz impulsionado por Trump enfrenta ceticismo da Ucrânia e de aliados

O esboço de acordo para encerrar a guerra na Ucrânia, defendido pelo governo dos Estados Unidos e influenciado diretamente pelo presidente Donald Trump, tem sido recebido com forte desconfiança por Kiev e por parceiros ocidentais. O plano, que circula nos bastidores diplomáticos, é criticado por sugerir concessões territoriais à Rússia em troca de um cessar-fogo imediato.

Para autoridades ucranianas, a proposta abre brecha para legitimar ocupações e enfraquecer a soberania do país. Representantes próximos ao presidente Volodymyr Zelensky afirmam que a Ucrânia não aceitará qualquer arranjo que implique renúncia a territórios tomados por Moscou desde o início da invasão em 2022. A avaliação é compartilhada por aliados europeus, que veem risco de o acordo criar um precedente perigoso no cenário internacional.

O ceticismo aumentou após revelações de que Steve Witkoff, enviado especial de Trump, manteve conversas informais com autoridades russas sobre possíveis termos de um acordo. Segundo fontes internacionais, a consulta não passou por canais tradicionais da diplomacia norte-americana, o que acendeu alertas entre parceiros da OTAN.

Apesar das críticas, a Casa Branca insiste que o plano ainda está em fase preliminar e passará por revisões. Washington afirma que seu objetivo é construir uma proposta “aceitável para todas as partes”, embora discursos recentes de Trump reforcem a pressão por um desfecho rápido, mesmo diante de impasses fundamentais que continuam sem solução.

Enquanto isso, a Ucrânia mantém postura firme e afirma que qualquer negociação precisa partir do respeito à sua integridade territorial. Com posições tão distantes, especialistas avaliam que um acordo ainda está longe de se concretizar.

 

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