Alcolumbre acusa governo de interferência e cobra documentos para sabatina de Messias

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, elevou o tom neste domingo, 30, ao acusar o governo federal de interferir no cronograma da Casa para a sabatina de Jorge Messias, indicado por Lula ao Supremo Tribunal Federal, após atraso no envio da documentação necessária para iniciar o processo.

Segundo interlocutores ouvidos pela Folha, Alcolumbre avalia que a demora criou ruído inneces­sário e pressiona o calendário legislativo, já que, sem certidões, registros profissionais e demais documentos obrigatórios, a análise da Comissão de Constituição e Justiça não pode avançar. A sabatina está marcada para 10 de dezembro, mas depende do recebimento do material.

Em nota oficial, Alcolumbre afirmou que o Senado tem autonomia para definir seu próprio cronograma e classificou como “interferência indevida” qualquer tentativa de sugerir ajustes fora das regras constitucionais. Ele ressaltou que o prazo adotado repete o padrão de sabatinas anteriores e evita a transferência da votação para 2026.

O senador também contestou a interpretação de que eventuais divergências entre Executivo e Legislativo seriam solucionadas por troca de cargos ou liberação de emendas, afirmando que essa narrativa busca desmoralizar quem discorda do governo.

Alcolumbre reforçou ainda que, embora a indicação ao STF seja prerrogativa do presidente da República, cabe ao Senado aprovar ou rejeitar o nome, e que cada Poder deve atuar dentro dos limites definidos pela Constituição.

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