A indústria brasileira voltou ao campo positivo em outubro, sustentada pelo aumento na produção de petróleo, minério de ferro e gás natural. Segundo dados divulgados nesta terça, 2, pelo IBGE, o setor cresceu 0,1% em relação a setembro, revertendo a queda de 0,4% registrada no mês anterior — sinal de estabilidade, porém acompanhado de desaceleração no desempenho anual.
No acumulado de 12 meses, a atividade industrial apresenta alta de 0,9%, o menor avanço desde março de 2024. Em comparação com outubro do ano passado, houve retração de 0,5%. Ainda assim, a indústria opera 2,4% acima do nível pré-pandemia, embora permaneça 14,8% abaixo do pico de maio de 2011.
A alta foi puxada principalmente pelas indústrias extrativas, que cresceram 3,6%, refletindo maior extração de petróleo, minério de ferro e gás. Também contribuíram os segmentos de alimentos, veículos, produtos químicos, eletrônicos e vestuário. Por outro lado, farmoquímicos, derivados do petróleo, fumo e impressão tiveram quedas acentuadas.
Para o IBGE, o avanço poderia ser mais robusto não fosse o impacto das taxas de juros elevadas, que restringem crédito e freiam investimentos. A Selic está atualmente em 15% ao ano, o maior patamar desde 2006, adotado como resposta à inflação acima da meta governamental. O efeito colateral é o enfraquecimento da demanda e obstáculos ao crescimento da produção.
Apesar do cenário de juros altos, o mercado de trabalho tem apresentado melhora consistente, com queda no desemprego e aumento de renda, fatores que ajudam a amortecer parte das pressões sobre o setor industrial.


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