PIB brasileiro atinge recorde, mas ritmo de expansão mostra perda de fôlego

A economia brasileira chegou ao maior nível da série histórica no terceiro trimestre de 2025, segundo o IBGE, mas o impulso de crescimento segue se dissipando. O Produto Interno Bruto avançou apenas 0,1% em relação ao trimestre anterior, desempenho classificado pelo instituto como estabilidade, embora registre alta de 1,8% na comparação anual.

O PIB somou R$ 3,2 trilhões no período, impulsionado principalmente pela indústria, que cresceu 0,8%, e pela agropecuária, que avançou 0,4%. Os serviços, setor de maior peso na atividade econômica, ficaram praticamente parados, com variação de 0,1%, com destaque para transporte, informação e atividades imobiliárias.

Do lado da demanda, o consumo das famílias também exibiu estagnação, enquanto o gasto do governo subiu 1,3%. Já os investimentos, medidos pela formação bruta de capital fixo, cresceram 0,9%, e as exportações tiveram forte alta de 3,3%, movimento acompanhado por leve queda das importações.

Mesmo com recordes no nível da agropecuária, serviços e consumo das famílias, o setor industrial segue abaixo do pico alcançado em 2013, ainda 3,4% distante daquele patamar. O recuo da atividade de eletricidade e saneamento contribuiu para o resultado mais modesto.

Os dados revelam um quadro de desaceleração: depois de crescer 1,5% no início do ano e 0,3% no segundo trimestre, a economia perdeu tração, fechando setembro com expansão acumulada de 2,7% em quatro trimestres — queda frente aos 3,6% registrados no fim de março. Para o IBGE, a política monetária restritiva e os juros elevados são fatores centrais nessa perda de ritmo.

 

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