A bolsa brasileira voltou a mostrar força nesta última quinta, 4, ultrapassando pela primeira vez a marca dos 164 mil pontos e registrando o terceiro recorde consecutivo. O desempenho refletiu o humor positivo dos investidores após a divulgação do crescimento moderado da economia no terceiro trimestre, o que elevou as apostas em cortes de juros no início de 2025.
O Ibovespa, principal índice da B3, fechou o dia aos 164.456 pontos, avanço de 1,67%, puxado especialmente por ações de petróleo, mineração e bancos. Só na primeira semana de dezembro, o indicador acumula alta de mais de 3%, e no ano a valorização já chega a quase 37%.
No câmbio, o dólar teve leve recuo e encerrou vendido a R$ 5,31, próximo da estabilidade. A moeda chegou a tocar R$ 5,28 pela manhã, mas desacelerou à tarde, acompanhando o movimento global diante da alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. Mesmo assim, segue no menor patamar desde meados de novembro.
A interpretação positiva dos investidores sobre o crescimento tímido de apenas 0,1% do PIB no terceiro trimestre ajudou a sustentar o rali na bolsa. A leitura predominante no mercado é de que a desaceleração econômica poderia abrir espaço para o Banco Central iniciar cortes na taxa Selic já em janeiro, movimento que costuma favorecer o mercado acionário ao incentivar a migração de recursos da renda fixa para as ações.


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