Expulsão de Celso Sabino do União Brasil expõe crise interna e disputa por influência política

A Executiva Nacional da sigla oficializou nesta segunda, 8, a expulsão do ministro do Turismo, Celso Sabino. A decisão encerra meses de atrito entre o partido e o integrante do governo Lula, acusado de desafiar a determinação que exigia o desembarque de todos os filiados do Executivo federal.

Em nota, o União Brasil afirmou que o cancelamento da filiação ocorreu após Sabino descumprir a ordem de deixar o ministério, mesmo tendo inicialmente comunicado que entregaria o cargo. O parlamentar acabou suspenso, perdeu o controle do diretório paraense e, agora, foi desligado definitivamente da legenda. Internamente, ele é visto como potencial candidato ao Senado pelo Pará em 2026 — estratégia que, segundo aliados, explicaria sua permanência no governo para acompanhar a COP30 em Belém.

A sigla informou que a expulsão decorre de representação por “atitude contrária” à deliberação partidária anunciada em setembro, e anunciou intervenção no diretório estadual do Pará com a instalação de uma comissão provisória. O Conselho de Ética do partido já havia recomendado o desligamento de Sabino duas semanas antes, sob acusação de infidelidade partidária.

A ruptura foi acelerada após o União Brasil formar federação com o PP e relatos veiculados pelo Instituto Conhecimento Liberta e pelo portal UOL sobre suposta ligação do presidente da legenda, Antonio Rueda, com uma empresa de aviões que teria sido usada pelo Primeiro Comando da Capital (PCC). Rueda negou qualquer vínculo e classificou o episódio como ataque político articulado.

Em resposta, o dirigente disse ter tomado medidas jurídicas para resguardar sua imagem e a do partido, chamando as denúncias de “infundadas” e “levianas”. Segundo o comunicado oficial, a sigla considerou “estranhíssima” a divulgação das reportagens dias após ordenar o afastamento de seus quadros do governo federal — o que reforçou a percepção interna de disputa por influência e retaliações cruzadas.

 

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