O mercado financeiro brasileiro teve desempenho misto na segunda, 19, com a bolsa em forte alta impulsionada por sinais de desaceleração da economia, enquanto o dólar subiu pressionado por fatores sazonais e pelo cenário externo, na última semana cheia de negociações de 2025.
O Ibovespa, principal índice da B3, fechou aos 162.482 pontos, com valorização de 1,07%. O indicador manteve trajetória positiva ao longo de todo o pregão e recuperou cerca de metade das perdas acumuladas desde o início do mês.
Apesar da alta recente, a bolsa ainda busca estabilidade após forte volatilidade. No início de dezembro, o Ibovespa atingiu o recorde histórico de 164.485 pontos, mas caiu mais de 4% no dia seguinte, em meio a incertezas políticas que aumentaram a cautela dos investidores.
No mercado de câmbio, o dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 5,423, com avanço de 0,23%. A moeda chegou a cair durante a manhã, mas inverteu o movimento e fechou próxima da máxima do dia, acumulando alta de 1,63% em dezembro, apesar de ainda registrar queda superior a 12% no acumulado de 2025.
A divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que apontou retração de 0,2% da economia em outubro, foi decisiva para o bom desempenho da bolsa. O dado reforçou a expectativa de que o Copom antecipe o início do ciclo de corte de juros, o que tende a favorecer o mercado acionário, enquanto remessas de fim de ano e a queda do petróleo no exterior pressionaram o dólar.


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