O governo dos Estados Unidos revelou um plano em três etapas para a Venezuela que prevê estabilização do país, abertura do mercado petrolífero e um processo de transição política após a detenção de Nicolás Maduro por forças americanas no último fim de semana, segundo declarações do secretário de Estado Marco Rubio.
De acordo com Rubio, a primeira fase tem como objetivo evitar o colapso institucional da Venezuela e garantir controle sobre as autoridades interinas que assumiram o poder após a saída de Maduro. Essa etapa inclui ações de segurança e monitoramento direto por parte dos Estados Unidos.
Na segunda fase, classificada como de recuperação, o plano prevê assegurar o acesso de empresas americanas e de outros países ao setor petrolífero venezuelano. O presidente Donald Trump afirmou que os EUA pretendem refinar e comercializar até 50 milhões de barris de petróleo bruto do país sul-americano, além de manter a apreensão de petroleiros ligados ao antigo regime.
Rubio também afirmou que o plano contempla um processo de reconciliação nacional, com possibilidade de anistia a opositores políticos, libertação de presos e retorno de exilados, como forma de reconstruir a sociedade civil venezuelana após anos de crise.
A proposta provocou reação imediata da oposição democrata nos Estados Unidos. O senador Chris Murphy classificou a estratégia como “insana” e criticou o que chamou de tentativa de controlar indefinidamente o petróleo venezuelano, além da ausência de debate público sobre as medidas anunciadas.


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