PF faz buscas no fundo de pensão do Rio em investigação sobre colapso do Banco Master

A Polícia Federal cumpriu nesta sexta, 23, mandados de busca e apreensão relacionados ao fundo de previdência do estado do Rio de Janeiro, em mais um desdobramento da investigação sobre o colapso do Banco Master, encerrado pelo Banco Central em novembro passado.

Segundo a PF, a operação apura cerca de R$ 970 milhões em supostas letras de câmbio emitidas por um banco privado. Embora o nome do alvo não tenha sido citado oficialmente, fontes ouvidas pela Reuters afirmam que a investigação está ligada às operações do Banco Master, fechado após uma crise de liquidez e violações às normas do sistema financeiro.

A liquidação do banco provocou o maior acionamento da história do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), mas os títulos adquiridos pela Rioprevidência não estavam cobertos pelo mecanismo. O fundo previdenciário estadual informou, em nota, que está amparado por decisão judicial de dezembro que determinou a retenção dos cerca de R$ 970 milhões investidos, com o objetivo de proteger os recursos de servidores ativos, aposentados e pensionistas.

De acordo com a Rioprevidência, os valores vêm sendo amortizados por meio da retenção de recursos de empréstimos consignados que, de outra forma, seriam repassados ao Banco Master. O fundo afirma que isso garante disponibilidade de caixa ao sistema previdenciário e que a liquidação total do investimento deve ocorrer em aproximadamente dois anos.

Ainda nesta sexta-feira, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, exonerou o presidente da Rioprevidência, Deivis Antunes. O governo estadual também informou que instaurou, no mês passado, um procedimento interno para apurar todos os fatos relacionados aos investimentos realizados pelo fundo.

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